Operação contra fraudes em seguradoras cumpre mandados em Taboão da Serra
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira uma grande operação contra uma organização criminosa suspeita de fraudar seguradoras por meio do registro de boletins de ocorrência falsos. Entre as cidades onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão está Taboão da Serra, além da capital paulista, Itapecerica da Serra, Diadema, Praia Grande, São Roque e municípios de outros estados.
Batizada de Operação Miragem, a ação tem como objetivo desarticular um esquema que, segundo as investigações, utilizava a Delegacia Eletrônica para registrar falsas ocorrências de roubo e, posteriormente, solicitar indenizações a bancos e seguradoras.
De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha recrutava pessoas em situação de vulnerabilidade financeira para registrar boletins de ocorrência fraudulentos. Esses documentos eram utilizados para embasar pedidos de indenização por supostos roubos que nunca aconteceram.
Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão em seis estados. Além das buscas, foram determinadas medidas como quebra de sigilo bancário e bloqueio judicial de ativos, com o objetivo de identificar e recuperar recursos obtidos por meio das fraudes.
Investigação começou após série de registros suspeitos
As investigações tiveram início quando a Delegacia do Guarujá identificou uma sequência incomum de registros de roubos em um condomínio de alto padrão. Em pouco mais de 40 dias, foram registrados 33 boletins de ocorrência, número que não correspondia às informações fornecidas pela administração e pela equipe de segurança do condomínio.
A análise dos investigadores também apontou semelhanças entre os relatos apresentados, repetição de números telefônicos utilizados nos registros, ausência de confirmação de vítimas nos locais indicados e diversos pagamentos de indenizações relacionados aos casos.
Mandados em Taboão da Serra
Em Taboão da Serra, policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão como parte da operação. Até o momento, as autoridades não divulgaram quantas pessoas foram alvo das diligências no município nem informaram se houve prisões na cidade.
As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo causado às instituições financeiras e seguradoras. A Polícia Civil não descarta novas fases da operação.
Da Redação do Jornal na Net
